Benchmark

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Versão: 3.2.3
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Benchmark

Você montou uma receita de IA, um interpretador, e precisa decidir qual modelo vai rodar nela. O Benchmark responde com números: coloca vários modelos na mesma prova, com casos reais seus, e mostra quem acertou mais, quem custou menos e quem terminou mais rápido. Ele fica no menu “Otimização” → “Benchmark”.

Esta página é para quem desenha o processo: analista, coordenador, pessoa de negócio. Não precisa saber programar. As animações tocam sozinhas: passe o mouse para pausar e clique para ver de novo. Os números que aparecem nelas são exemplos.

O que você quer fazer?

Ver as comparações que já rodaram “Otimização” → “Benchmark”. Busque pelo lote, pelo interpretador ou pelo modelo e clique em “Abrir”.
Comparar modelos numa receita Comece em “Novo Benchmark”. Lote, modelos, rodada e resultado, em cinco passos.
Montar uma boa prova Casos reais, com a resposta certa de cada passo. Quantos casos usar e como montar a planilha.
Ler o resultado Acerto primeiro, depois custo e tempo. Cinco perguntas antes de trocar de modelo.
Julgar respostas de texto livre Quando a correção automática não basta, uma pessoa marca cada resposta como certa ou errada.
Guardar a prova da escolha O Excel da rodada traz o resumo, o ranking e o detalhe caso a caso.

O que é um benchmark

Pense em uma prova aplicada a vários candidatos. A prova é a mesma e as questões são as mesmas. No fim, você compara quem acertou mais, quem custou menos e quem terminou mais rápido.

No Curator, a “prova” é um interpretador: a receita de IA que lê um ofício, extrai um campo ou classifica um documento. Cada candidato é um modelo de IA, como Qwen 3.7 Flash, GPT-5.4 mini, DeepSeek V4 Flash ou Kimi K3. Cada questão é um caso real seu, com a resposta certa já conhecida: o gabarito.

A pergunta prática do Benchmark é: qual modelo eu devo usar nesta receita? Em vez de escolher por opinião ou por moda, você mede na sua própria base de documentos.

A tela Benchmark

Todas as comparações ficam numa tela só. Para chegar lá:

  1. Abra o menu “Otimização”Fica na barra de menu, no alto da janela, entre “Configurações” e “Ajuda”.
  2. Clique em “Benchmark”O Curator mostra um cartão para cada rodada, da mais recente para a mais antiga.
Tela Benchmark do Curator 3.2.3: botões Insumos e Novo Benchmark, aviso Sincronizando com o workspace, campo Buscar lote, interpretador ou modelo, filtro Todos os interpretadores e uma grade de cartões, cada um com o nome do lote, Comparação multimodelo com o número de modelos, selo verde Concluído, o ranking dos modelos com o percentual de acerto, como 1º Qwen 3.7 Flash Médio 91% e 2º GPT-5.4 mini Nenhum 88%, a data e o botão Abrir, com a paginação 1–12 de 13 no rodapé
A tela “Benchmark” na versão 3.2.3. Cada cartão é uma rodada de comparação. Clique no print para ampliar.

No alto e no rodapé da tela

Na tela Para que serve
“Insumos” O material das provas. No Curator, insumo é a entrada de cada caso, aquilo que o interpretador lê: o texto do ofício, o PDF.
“Novo Benchmark” O botão em degradê azul e verde. Começa uma comparação nova. Veja O caminho em cinco passos.
“Sincronizando com o workspace...” Aparece enquanto o Curator atualiza a lista com o workspace em que você está, o mesmo que aparece na barra de status, no rodapé da janela.
“Buscar lote, interpretador ou modelo...” Digite parte do nome do lote, da receita ou do modelo, como “Qwen”, para achar uma rodada antiga.
“Todos os interpretadores” O filtro ao lado da busca. Escolha uma receita para ver só as rodadas dela.
Rodapé Com muitas rodadas, a lista vira páginas. “1–12 de 13” diz quais cartões você está vendo, e as setas trocam de página.

O cartão de cada rodada

Cada cartão resume uma rodada: qual foi o lote, quantos modelos entraram, se terminou e quem ficou na frente. Os números no recorte correspondem aos itens da lista.

Cartão de uma rodada na tela Benchmark: nome do lote, menu de três pontos, Comparação multimodelo (2), selo Concluído, ranking 1º Qwen 3.7 Flash Médio (91%) e 2º GPT-5.4 mini Nenhum (88%), data 24/08 19:48 e o botão Abrir, com números de 1 a 7 marcando cada parte
Um cartão da tela “Benchmark”, recortado do print acima.
  1. Nome do loteO nome que você deu à rodada. É ele que a busca encontra, então vale um nome que conte o cenário e a versão da instrução.
  2. “•••”O menu de opções do cartão.
  3. “COMPARAÇÃO MULTIMODELO (2)”Todos os modelos fizeram a mesma prova, com o mesmo lote. O número entre parênteses é quantos modelos entraram. Com um modelo só, aparece “(1)”.
  4. “● Concluído”A rodada terminou e o ranking está pronto.
  5. O rankingUma linha por colocado: posição, modelo, o nível escolhido para o modelo (no print, “Nenhum”, “Médio” ou “Alto”) e, entre parênteses, a assertividade. “1º Qwen 3.7 Flash · Médio (91%)” quer dizer: primeiro lugar, Qwen 3.7 Flash no nível “Médio”, com 91% de acerto. Em rodadas com muitos modelos, o cartão mostra só os primeiros.
  6. Data e horaQuando a rodada aconteceu, como “24/08 19:48”.
  7. “Abrir”Abre a rodada inteira: o ranking completo, as três notas de cada modelo e o relatório. Veja Como ler o ranking.
Quando o acerto empata
Num dos cartões do print, três modelos aparecem com 100%. Quando o acerto empata, a ordem segue o custo e, depois, o tempo. As três notas estão logo abaixo.

As três notas

Depois da prova, o Curator mostra três números lado a lado para cada modelo:

Nota Em português claro
Assertividade Quantos por cento das respostas bateram com o gabarito que você cadastrou. É o termo da tela em português (em outros produtos você pode ver “acurácia”). É o número entre parênteses no cartão.
Custo Quanto aquele modelo gastaria, em dólares, para processar aquele volume. É uma estimativa calculada pelo Curator para comparar modelos: não substitui a fatura do provedor.
Velocidade Quanto tempo o modelo levou para processar tudo.

No fim, o Curator monta o ranking. Qualidade primeiro, economia depois: quem acerta mais sobe; se empatar, sobe o mais barato; se ainda empatar, sobe o mais rápido.

Para acompanhar onde a IA foi usada no dia a dia, com o custo calculado por modelo, use a janela “Uso de IA”. Lá vale o mesmo cuidado: “Valores calculados, não uma fatura.”

Quando vale a pena

Use o Benchmark quando a escolha do modelo tem dinheiro ou qualidade em jogo:

  • Antes de produção. Com trinta ou cinquenta casos você descobre qual modelo entrega o acerto que precisa, antes de processar milhares de documentos.
  • Para cortar custo sem perder qualidade. Muitas vezes o modelo mais barato acerta quase igual ao caro na sua tarefa. O número justifica a troca.
  • Depois de mudar uma instrução. Você ajusta o texto de um passo e roda o mesmo lote de novo. Se o acerto subiu, a mudança foi boa.
  • Quando surge um modelo novo. Fornecedores lançam modelos o tempo todo, e o Curator avisa os novos no sino de “Notificações”. Antes de trocar o modelo de uma receita pelo novato, rode o mesmo lote com ele e compare.
  • Para auditar de tempos em tempos. Fornecedores atualizam modelos. Rodar o mesmo lote a cada trimestre mostra se o comportamento continua igual.
  • Para prestar contas. O Excel da rodada serve como evidência de que a escolha foi medida.

Quando a correção automática engana

O Benchmark compara a resposta da IA com o gabarito que você escreveu. Ele mede bem tarefas com resposta certa e errada: classificar, extrair um campo, escolher entre opções, responder sim ou não.

Ele mede mal tarefas com muitas respostas boas e diferentes, como resumo livre e texto criativo. A correção automática pode marcar como errado um texto que está certo, só escrito de outro jeito. Nesses casos, use a revisão manual: uma pessoa julga cada resposta.

O caminho em cinco passos

  1. Monte o loteComece em “Novo Benchmark”. A prova é sempre de um interpretador: cadastre os casos (as questões) e o gabarito (a resposta certa) de cada passo. Os detalhes estão em Montando a prova.
  2. Escolha os modelosDois, três ou quantos quiser. Todos recebem a mesma prova. Mesmo com um modelo só, a rodada já conta como comparação: o cartão mostra “COMPARAÇÃO MULTIMODELO (1)”.
  3. Deixe o Curator rodarCada caso, passo a passo, em cada modelo. Você acompanha ao vivo ou sai da tela: a rodada continua.
  4. CorreçãoCada resposta obtida é comparada com o gabarito, pela correção automática ou por uma pessoa, conforme você escolheu ao criar o lote.
  5. ResultadoO cartão ganha o selo “● Concluído” e o ranking. Em “Abrir” você vê as notas de cada modelo, os gráficos e o Excel com o detalhe caso a caso.

Palavras da tela

Estes nomes aparecem na tela e nos relatórios. Vale conhecer antes de começar:

Nome no Curator Em português claro
Interpretador A receita (a prova) que será avaliada, feita de passos encadeados.
Passo Uma etapa da receita, com instrução própria e resposta própria.
Lote O conjunto de casos da prova, com o gabarito de cada um.
Caso Uma questão real: um ofício, um contrato, um documento específico.
Insumo A entrada de um caso, aquilo que o interpretador lê: o texto do ofício, o PDF.
Gabarito A resposta certa esperada naquele passo daquele caso.
Obtido A resposta que a IA realmente devolveu.
Comparação multimodelo Uma rodada do Benchmark: o mesmo lote passado por um ou mais modelos. No cartão, o número entre parênteses diz quantos.
Assertividade O percentual de acerto. Termo oficial da tela em português.

Montando a prova

O lote é a pasta com as questões da prova. Cada caso traz duas coisas: as entradas, que o Curator chama de insumos (o texto do ofício, o PDF, o que o interpretador precisa ler), e o gabarito (a resposta certa em cada passo).

O mesmo lote pode ser reaproveitado com modelos diferentes ou em datas diferentes. É isso que permite comparar resultados ao longo do tempo.

Quantos casos usar

Tamanho Para que serve
Menos de 10 Só para testar se a receita funciona, não para decidir o modelo.
20 a 50 Costuma bastar para comparar modelos em classificação ou extração com confiança razoável.
Mais de 100 Mais confiança, mas também mais tempo e custo: cada caso roda uma vez por modelo.
Inclua os casos difíceis
Um lote só com documentos fáceis faz todos os modelos parecerem ótimos. Quem separa um modelo do outro são os casos ambíguos, mal digitalizados e fora do padrão.

Quatro decisões ao criar o lote

  1. Nome. Algo que lembre o cenário daqui a meses, por exemplo “Ofícios T3 2026”. É por ele que você vai buscar a rodada.
  2. Quem julga. Automática quando a resposta é objetiva (classificar, extrair). Revisão manual quando o texto livre tem muitas formas certas.
  3. Quais instruções. Usar as de hoje (a prova acompanha a receita) ou congelar uma cópia (a prova fica fixa, mesmo se você mudar a receita depois).
  4. De onde vêm os casos. Importar uma planilha ou cadastrar depois no editor.

Como montar a planilha

O caminho mais seguro é o botão que gera o modelo em Excel. O Curator já cria as colunas certas para aquele interpretador: nome do caso, uma coluna por insumo e uma coluna de gabarito por passo (com o nome do passo).

Depois de escolher o arquivo, a tela de mapeamento liga cada coluna da planilha ao campo certo. As sugestões já vêm preenchidas; você só ajusta o que estiver diferente. No fim, o Curator mostra quantos casos entraram e quantos têm gabarito.

A regra do gabarito

Passo sem gabarito não entra na conta do acerto.
Não conta como acerto e também não conta como erro: fica de fora. Se você tem 50 casos e 3 passos, mas só preencheu o gabarito do primeiro passo, a assertividade descreve só aquele passo, não a receita inteira.
Gabarito errado é erro comum
Ao revisar um resultado ruim, muitas vezes quem errou foi o gabarito, não a IA. Corrija e rode de novo antes de decidir.

Rodando a comparação

Antes de iniciar, confira três coisas: o interpretador tem pelo menos um passo; o lote tem pelo menos um caso; e cada modelo escolhido tem a chave de API do seu provedor configurada neste computador (veja Chave de API).

Teste pequeno antes do lote grande
Rode primeiro com dois ou três casos e um único modelo. Se o resultado fizer sentido, rode o lote completo. Assim você não gasta crédito para descobrir, no fim, que uma coluna estava ligada errada.

Todos os modelos recebem a mesma prova: mesmos casos, mesma ordem, mesmas instruções. Um detalhe importante: durante o benchmark, o modelo em teste faz a receita inteira, mesmo que na produção cada passo use um modelo diferente. É assim que se responde “e se eu usasse só este modelo?”.

Enquanto roda

Os modelos andam em paralelo: um não espera o outro. Dentro de cada modelo, os casos andam um de cada vez. Dentro de cada caso, os passos vão em cadeia.

A tela mostra em qual caso e em qual passo cada modelo está. Você pode sair: a rodada continua sozinha, e o andamento fica no cartão dela, na tela “Benchmark”. Pausar e parar valem para o modelo selecionado, não para a rodada inteira. É útil quando um modelo está caro ou lento demais.

Nada se perde ao parar
A chamada que já começou não é cortada no meio. O Curator espera aquele passo fechar e salva o que já foi medido. Os resultados parciais ficam gravados.

Uma conta rápida de custo: chamadas ≈ casos × passos × modelos. Exemplo: 50 casos × 3 passos × 4 modelos = 600 chamadas.

O Benchmark mede as receitas. O Agente tem a própria escolha de modelo.
Aqui você compara modelos para os seus interpretadores, com custo estimado por modelo. O agente que cria e conserta as automações (a aba “Agente” e o Curador) usa o modelo escolhido na conversa ou em “Motor do Curador” e, sem escolha, o modelo padrão do Agente. Tudo pela sua chave de API, cobrado pelo provedor. Veja Chave de API.

Como ler o ranking

A assertividade é: passos corretos ÷ passos com gabarito × 100. Passos sem gabarito ficam fora da conta. Na rodada aberta você vê algo como “90% (135/150 passos)”.

A correção automática ignora maiúsculas e espaços extras. O que ela não faz: julgar se dois textos têm o mesmo sentido. “TJSP” e “Tribunal de Justiça de São Paulo” são textos diferentes, e a correção automática marca como errado.

Ordem do ranking: (1) maior assertividade; (2) menor custo; (3) menor tempo. Modelos que falharam ficam no fim. Os gráficos mostram acerto, custo e velocidade por modelo: barra maior é melhor no gráfico de assertividade; barra menor é melhor em custo e tempo.

O ranking organiza; a decisão é sua
Se o primeiro colocado acerta 92% custando dez vezes mais que o segundo, que acerta 90%, o segundo pode ser a escolha certa. Depende de quanto custa um erro no seu processo.

Cinco perguntas depois do resultado

  1. A base é suficiente? Olhe a contagem de passos (135/150), não só o percentual.
  2. Algum modelo falhou de verdade?
  3. A diferença de acerto importa? Dois pontos percentuais podem ser ruído; dez pontos costumam ser sinal.
  4. A diferença de custo compensa a diferença de acerto?
  5. Onde estão os erros? No Excel, a aba de detalhes mostra caso a caso. Às vezes o problema é a instrução, não o modelo.

Quando uma pessoa precisa julgar

Se o lote foi criado com revisão manual, a rodada termina em “Aguardando revisão”. A assertividade só fica definida depois que você marca cada passo como certo ou errado.

A tela mostra o esperado, o obtido e a entrada do caso. Você marca e, se quiser, anota o motivo, o que ajuda a diagnosticar depois. A marcação humana prevalece. Mesmo em lotes manuais, a correção automática pode pré-marcar; você confirma ou corrige.

Relatório e o que fazer com o número

O Excel da rodada tem três abas:

  • Resumo: lote, interpretador, data, melhor modelo, custos.
  • Ranking: uma linha por modelo, com posição, assertividade, custo, duração e estado.
  • Detalhes: uma linha por caso, passo e modelo (esperado, obtido, veredito). É aqui que se diagnostica.
Casos que ninguém acertou
Se nenhum modelo acertou um caso, investigue o gabarito primeiro. Pode ser a resposta cadastrada que está errada.

As rodadas ficam na tela “Benchmark”, em cartões, e a busca acha qualquer uma pelo lote, pelo interpretador ou pelo modelo. Para auditoria de longo prazo, exporte o Excel. O número sozinho não decide: use o ranking para organizar, o Excel para entender os erros e o custo de um erro no seu processo para escolher o modelo de produção.

Escolheu o modelo? Volte à receita em Interpretadores e ajuste o modelo de cada passo.